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19/nov/2019

Afinal, o que são Cuidados Plenos, ou Cuidados Paliativos? Nos Cuidados Plenos auxiliamos o paciente a preparar-se para a autodeterminação no manejo do processo de falecimento e do final da vida, ajudando-o a lidar com as perdas durante a doença e o período de luto, além de alcançar o seu potencial máximo, mesmo diante da adversidade.


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19/nov/2019

Vamos conversar um pouquinho sobre questões que durante o diagnóstico e tratamento do câncer acabam sendo deixadas para segundo plano: a vivência da sexualidade e câncer.

E falo em sexualidade e não em relação sexual de propósito, pois sexualidade esta presente desde o dia em que nascemos e vai nos acompanhar a vida inteira. É muito mais que somente relação sexual e engloba vários fatores, como desejo pelo outro (a) e por si mesmo (a), auto-imagem, sensualidade, sensação de bem-estar consigo mesmo(a), aceitação do próprio corpo e identidade como mulher ou homem e como era seu relacionamento até então.

Resumindo: como estava tudo isto antes do diagnóstico de câncer? Pois bem, esta resposta definirá quais serão suas facilidades e dificuldades durante o tratamento.

A sexualidade é construída desde pequenos e vivenciada de formas diferentes de acordo com a fase de nossa vida e se estamos bem de saúde ou não. E como a vivenciamos determinará nossa qualidade de vida.

O choque do diagnóstico, o tratamento desde a cirurgia acompanhada ou não de radio, quimio e hormonioterapia, causam impacto em todos os aspectos da vida. Precisamos lembrar que além do (a) paciente com câncer, todas as pessoas ao redor dele sofrem de alguma forma. E neste momento informação correta e quebra de mitos e tabus podem ajudar a manter a vida nos trilhos.

Além disso, passado o choque inicial, quando o sexo passa a ficar muitas vezes em segundo plano, o tratamento pode durar anos. E aí? O que fazer?

 As orientações podem variar:

• Algumas vezes a mulher fica impossibilitada de ter penetração vaginal. E nesta hora outras práticas que sejam bacanas para os dois podem ser a forma de se relacionar sexualmente, pois relação sexual é ter contato sexual com o outro, independente de qual ele seja;

• Incentivar as conversas sobre suas dificuldades com a parceria pode diminuir o impacto do tratamento e aumentar a intimidade entre os dois;

• Para pacientes que fazem uso de algumas medicações a longo prazo que causam ressecamento vaginal e diminuição de libido,  existem algumas formas de melhorar o quadro sem comprometer o tratamento;

• Em alguns casos, mesmo que seja temporário, o homem pode perder a ereção e o desejo também será comprometido. Ele vai precisar de apoio e a proximidade do casal precisa ser mantida por outras formas de estar juntos, como momentos só para os dois. Vale de cinema à caminhada ou outra tarefa que gostem;

Ainda existem casos onde já havia o que chamamos de disfunção sexual antes do diagnóstico, como desejo sexual diminuído, ejaculação precoce, dificuldade de manter a ereção, dor para ter penetração, vaginismo (impossibilidade de ter penetração vaginal) entre outros. Nestes casos é importante a ajuda de profissionais como o terapeuta sexual, psiquiatra, fisioterapeutas e psicólogos especializados.

O diagnóstico de câncer e o tratamento com certeza são motivos de sofrimento e muitas mudanças na vida do (a) paciente e parceria. Mas momentos difíceis acabam trazendo a necessidade de reflexão sobre como estamos vivendo e o que esta sendo importante.

Este processo pode simplesmente passar por nossas vidas, como também pode ser a hora de refletir sobre como quero continuar vivendo e traz a possibilidade de enxergar novos horizontes. De renovar o olhar que tenho sobre mim mesmo (a) tanto fisica quanto emocionalmente, de renovar os laços com minha parceria e de redescobrir formas de prazer.

 Enfim, trazer leveza e energia para um momento tão difícil e para toda a nossa vida. E para isso acontecer, a capacidade de reinventar-se é fundamental!

Abraços e até a próxima!
Por Lilian MacriCRM 99193
Médica, terapeuta sexual e educadora em sexualidade


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19/nov/2019

O nome parece estranho, quase ficção científica … mas esta nova área da Medicina pode te ajudar e muito !!!
Nem todo mundo sabe, mas a origem de muitos cânceres poder ter relação nossos genes, nosso DNA.

Nosso material genético, nossos genes, veem metade de nossos pais e metade de nossas mães – e eles tem grande influência sobre nós ! São eles os responsáveis por grande parte das nossas características : cor de pele, cabelos e olhos; mas também pela nossa tendência em desenvolver determinadas doenças e acreditem até por traços da nossa personalidade!

O que muitos não sabem é que existem alguns genes muito especiais – conhecidos como genes supressores tumorais que tem um papel muito importante : eles funcionam como guardiões do nosso DNA.

Como assim? Eu explico …

Nossa células se renovam constantemente  e este processo deve ser feito de maneira perfeita .. sem erros. Estes genes são responsáveis por checar, ao final do processo de renovação celular, se a cópia do nosso DNA foi feita de maneira perfeita – caso negativo, eles corrigem os erros ou eliminam a célula com defeito.
Assim, se nascemos com alguns destes genes, funcionando de maneira parcial, podemos ter uma maior chance de desenvolver um câncer do que a população em geral.
Felizmente hoje já é possível através de exames realizados no sangue ou saliva, identificar estas pessoas, e assim traçar um plano de prevenção intensivo, evitando assim uma parte dos casos de câncer que conhecemos.
Entretanto, a imensa maioria das pessoas que deveria passar por esta avaliação é identificada, nos Estados Unidos estima-se que menos de 20 % dos pacientes com indicação são avaliados, no Brasil isto é ainda pior.
Por isso, é muito importante que médicos e pacientes, estejam atentos as principais pistas que sugerem câncer hereditário – idade jovem e muitos casos na família; e procurem sempre que possível um especialista na área.
 
Dra. Ana Carolina R. C. Gouvea
Oncologista Clínica – USP – CRM SP: 125.762
Atuação em oncogenética e onco-mastologia 



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19/nov/2019

  • Uma das missões do INCON é fornecer informações de relevância, a fim de atuar na prevenção em saúde para a população em geral e também oferecer muito mais do que o simples tratamento do câncer aos seus pacientes.

Em virtude do recente aumento dos casos de Febre Amarela no Brasil, a Dra. Maria Fernanda, Oncologista Clínica do INCON, escreveu um artigo para o Jornal Diário de Jacareí, esclarecendo os tipos de vacinas e suas aplicações, inclusive a da febre amarela e a sua indicação para pacientes oncológicos.

Confira o artigo na íntegra:

Vacina é uma substância produzida com bactérias ou vírus (ou partes deles) mortos ou enfraquecidos. A vacina provoca uma reação do sistema de defesa e promove a produção de anticorpos contra aquela substância. Desse modo, a vacina prepara o organismo para que, em caso de infecção por aquele agente, o sistema de defesa possa agir mais rapidamente. Assim a doença não se desenvolve ou, em alguns casos, se desenvolve de forma mais branda.

Existem dois tipos de vacinas: atenuadas e inativadas.

As vacinas inativadas são compostas por microrganismos não vivos ou suas frações e não provocam doença subclínica. Podem ser administradas com segurança em população imunodeprimida. Compõem esse grupo: vacinas pertussis de células inteiras, vacinas inativada contra poliomielite; tétano; difteria; alguns subtipos de influenza; hepatite A; hepatiteB; HPV; pneumococo; meningococo. Em pacientes que fazem quimioterapia, a imunidade chega a ficar tão “baixa” que muitas vezes o organismo não será capaz de reconhecer a vacina e não terá o efeito de proteção. Por isso, é necessário aplicar a vacina inativada 3 semanas antes do início da quimioterapia ou 1 mês após o término. Muitas vezes nesse caso é necessário dose de reforço.

Já as vacinas atenuadas são produzidas com microorganismos obtidos através da seleção de cepas naturais atenuadas em meios de cultura especiais, provocando uma infecção similar porém mais branda. São elas: sarampo, caxumba; rubéola; varicela; febre amarela; herpes zoster; poliomielite oral; rotavírus e BCG. Geralmente são de dose única e conferem imunidade duradoura. Este tipo de vacina é contraindicada em pacientes imunodeprimidos pelo risco de desenvolvimento da doença após a vacinação.Pacientes que fazem uso de corticoides em altas doses também não devem receber tais vacinas.

A febre amarela tem como forma de proteção mais efetiva a vacinação. A vacina está disponível no SUS para moradores ou pessoas que pretendem visitar regiões silvestres, rurais ou de mata, porém com o recente surto de febre amarela haverá o início de uma campanha maciça de vacinação no estado de São Paulo. A vacina contra a febre amarela é composta por vírus atenuado e, dessa forma, não deve ser administrada em pacientes oncológicos em tratamento quimioterápico. Indicamos evitar vacinas atenuadas por até três meses após interrupção do tratamento quimioterápico.

No caso da vacina contra a febre amarela, posteriormente à aplicação, é comum o aparecimento de sintomas, como dores musculares e de cabeça, além de febre. Vermelhidão, inchaço e calor também podem ocorrer no ponto de aplicação.

Até o ano passado, a vacina contra febre amarela era tomada com dose de reforço após 10 anos, mas essa diretriz foi revista pelo Ministério da Saúde e hoje a vacina vale por toda a vida. Portanto, pacientes com câncer que já tiverem tomado uma dose da vacina estão protegidos e não precisam repetir a imunização.

Em caso de dúvida, procure seu médico oncologista para maiores esclarecimentos.

Dra. Maria Fernanda de Oliveira – CRM SP: 121.277


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O Incon oferece avançado tratamento oncológico, com equipe multidisciplinar especializada, aliada a instalações agradáveis, amplas e seguras. O Centro é norteado pelo modelo de gestão C.A.R.I.N.H.O. que é baseado em ciência, eficiência e humanização.


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